Lei da acessibilidade

 

Em diversos países da Europa ,da América do Norte e mais recentemente no Brasil e em alguns países da América do Sul….

Acessibilidade significa… um conceito moderno de abordar o tema deficiência

Acessibilidade é definida pela ABNT– Associação Brasileira de Normas Técnicas ,pela norma NBR 9050/94 – Acessibilidade de pessoas com deficiências a edificações, espaço mobiliário e equipamentos urbanos ,como sendo…… A possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de edificações, espaço, mobiliário e equipamento urbano.

Em nosso conceito, acessibilidade é definida como algo simples e direto de resolver , “… é executar um caminho , que na pior das situações , seja possível de conduzir adequadamente e com segurança alguém que se desloca sobre rodas….”

Esta norma , faz a abordagem de vários temas, que aliados a legislações federais, estaduais e municipais , caso fossem cumpridas e exigidas ,seriam de fundamental importância, mas poucos locais se propõe a atendê-la na forma mais adequada , e em outros locais , as soluções quando existem ainda são totalmente inúteis e pouco resolvem.

Alguns comerciantes, por desconhecimento , pintam uma área de acesso para deficientes na calçada esburacada em frente a sua loja, ou mais absurdo, muitas clínicas médicas fazem rampas de acesso tão inclinadas que mais se parecem com um escorregador. O resultado destas soluções impensadas é sempre muito modesto ou totalmente ineficaz.

Um pequeno obstáculo, às vezes imperceptível para quem desconhece os fatos e não convive diariamente ou de perto com o problema , pode causar uma queda ou uma interrupção no deslocamento de uma pessoa com deficiência, além do inconveniente desconforto.

Se todos os segmentos da sociedade… os empresários , os governantes dos três poderes, utilizarem a boa vontade e a convicção em criar e regulamentar , mas principalmente , fazer cumprir as leis já existentes sobre a matéria, aí o problema já estará parcialmente solucionado.

A acessibilidade é um conceito ligado à qualidade do Projeto baseando-se num conjunto de especificações, de normas, de legislação e principalmente em conscientização das diversidades. Na sensibilização dos profissionais da área de Arquitetura e Engenharia, que formularão suporte técnico regional para soluções comuns nos níveis possíveis, estabelecendo exigências mínimas a serem observadas na acessibilidade do espaço edificado, quer seja ela de domínio privado ou público.

Este trabalho levará os leitores a um contato com a NBR9050-1994, norma esta referencial técnica de acessibilidade sendo instrumento confiável e indicadora de critérios mínimos de qualidade e conforto ambiental.

Aprender a lidar com as limitações impostas por séculos de barreiras arquitetônicas, que endurecem a percepção de projetistas e os levam a desperdiçar na Arquitetura sua vocação como veículo de integração social, e as possibilidades de ocupação democrática dos espaços construídos para todos indivíduos, independente de suas características físicas, sensoriais e mentais. A inserção do conceito de acessibilidade junto a esses profissionais servirá de fator multiplicador.

 

Acessibilidade Digital

* O que é acessibilidade digital?

A palavra acessibilidade deve ser compreendida não apenas como o acesso à rede de informações, mas também como a eliminação de barreiras arquitetônicas, de comunicação e de acesso físico, equipamentos e programas adequados, bem como conteúdo e apresentação da informação em formatos alternativos. 
Muita gente não faz idéia do que é, nem que importância tem, a temática da acessibilidade associada à concepção de páginas para a WEB. Há muitos usuários que atuam em contextos diferentes do nosso. Referimo-nos a usuários que podem estar numa das seguintes situações (fonte – W3C/WAI):

1. Não ter a capacidade de ver, ouvir ou deslocar-se, ou que tenham grandes dificuldades, quando não a impossibilidade de interpretar determinados tipos de informações; 
2. Ter dificuldade visual em ler ou compreender textos; 
3. Não ter um teclado ou mouse, ou não ser capaz de os utilizar; 
4. Ter um quadro que apenas apresenta texto, um quadro de dimensões reduzidas ou uma ligação à internet muito lenta; 
5. Não falar ou compreender fluentemente a língua em que o documento foi escrito; 
6. Ter os olhos, os ouvidos ou as mãos ocupados ou de outra forma solicitados (por ex., ao volante, a caminho do emprego ou por trabalhar num ambiente barulhento); 
7. Ter uma versão muito antiga de um navegador, um navegador completamente diferente dos habituais, um navegador por voz ou um sistema operacional menos difundido. 

Os criadores de conteúdo têm de levar em conta estas diferentes situações, ao conceberem uma página para a WEB. Embora haja uma multiplicidade de situações, cada projeto de página, para ser verdadeiramente potencializador da acessibilidade, tem de dar resposta a vários grupos de incapacidade ou deficiência em simultâneo e, por extensão, ao universo dos usuários da WEB.

Assim, por exemplo, através da utilização de folhas de estilo para controle de tipos de letra e para eliminação do elemento FONT, os autores de páginas em HTML obtêm um maior domínio sobre as páginas que criam, tornam-nas mais acessíveis a pessoas com problemas de visão e, através da divisão de folhas de estilo, reduzem os tempos de transferência de páginas, para benefício da totalidade dos usuários.